Assino, esta semana, as notas de autor,
a parceria TSF - SPA
Aqui vos deixo os programas:
Segunda, dia 23 de Setembro - o romance "Deixa-me Entrar na Tua Vida" - ouvir
Terça, dia 24 de Setembro - o blog histórias em 77 palavras - ouvir
Quarta, dia 25 de Setembro - apresentar a banda portuguesa Joana Prata - ouvir
Quinta, dia 26 de Setembro - Brasil em Transe, na Fábrica de Braço de Prata - ouvir
Sexta, dia 27 de Setembro - Índice Médio de Felicidade, de David Machado,
e Pascoal - Ousar Vencer, de Quita Miguel - ouvir
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Começar bem o ano!!!
É verdade, comecei da melhor forma...
Aqui vos deixo o link para o blogue o tempo entre os meus livros
Uma leitura de "Deixa-me Entrar na Tua Vida" que me deixou mesmo feliz...
Obrigada, Cristina Delgado!
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Uma leitura de "Deixa-me Entrar na Tua Vida" que me deixou mesmo feliz...
Obrigada, Cristina Delgado!
dia 13 de Dezembro, 18h30, Arquivo, Leiria
É verdade!
Estarei na Livraria Arquivo, em Leiria, a falar do romance "Deixa-me Entrar na Tua Vida", com um grande amigo ao meu lado, Luís Mourão.
Venham ter connosco - dia 13, quinta, 18h30
Estarei na Livraria Arquivo, em Leiria, a falar do romance "Deixa-me Entrar na Tua Vida", com um grande amigo ao meu lado, Luís Mourão.
Venham ter connosco - dia 13, quinta, 18h30
Canela e Hortelã fala do romance
Um artigo sobre o romance "Deixa-me Entrar na Tua Vida".
Canela & Hortelã, pela mão de Sandra Dias - podem ler aqui
Imagens do lançamento
Deixa-me entrar na tua vida
Clube do Autor
Aqui ficam as imagens e a gravação das apresentações:
Margarida Cordo e Margarida Fonseca Santos
Se preferir ler o que foi dito, pode espreitar aqui.
Clube do Autor
Margarida Cordo e Margarida Fonseca Santos
Se preferir ler o que foi dito, pode espreitar aqui.
Transcrições do que foi dito
Lançamento de "Deixa-me Entrar na tua Vida"
Apresentação da editora, Teresa Matos (Clube do Autor)
Deixa-me entrar na tua vida é um
livro que fala da vida, e dos sentimentos e das emoções que a atravessam. Nem
sempre luminosos, é certo, mas são aqueles que marcam de facto a nossa
trajectória: a paixão e o amor, a saudade e a convivência familiar, a angústia e
o desespero, a dependência e a degradação…
A Margarida crivou de vida as
vidas da Alda, da Luísa e do Duarte e não conseguimos deixar de sentir as suas
dores e alegrias, irritar-nos com as suas acções e silêncios, sinal de uma
escrita rica e absorvente. Seguimos a sua história tomando partido e
incentivando silenciosamente as personagens. A Margarida conseguiu criar um
quadro vivo e muito real que mexe com as nossas emoções.
Entre outras inquietações, a
leitura deste livro leva-nos à pergunta: Até que ponto se pode ajudar alguém? A
resposta não é fácil. Aliás, através desta história percebemos que há várias
formas de lidar com a vida, os seus desgostos e os desafios. E que, por mais
que se deseje ajudar alguém, não nos podemos esquecer de duas coisas importantes:
não podemos ajudar alguém que não
deseje verdadeiramente ser ajudado
nem devemos ajudar alguém sem
olhar primeiro para a nossa própria realidade.
Deixa-me entrar na tua vida é um
convite para entrar na vida na Alda, da Luísa e do Duarte, um convite que os
três personagens aceitam e rejeitam entre eles e também um convite para nós
próprios reflectirmos sobre a vida.
Apresentação do
livro, por Margarida Cordo
A Margarida diz que gosta de contar os silêncios de todos
nós. O que eu acho que a Margarida faz é pintar os silêncios com uma caneta, que
a Margarida tem um pincel na ponta da caneta – é isso que lhe dá tanta vida. E
quando falo deste livro, falo também dos outros, nomeadamente do livro “De
Nome, Esperança” e de “O nº11”.
Como entendi eu este livro?
A parte mais genial deste livro, “Deixa-me Entrar na tua
Vida”, é que ele contado por três pessoas ao mesmo tempo. São diálogos
interiores de três pessoas, que não só contam o que estão a pensar e a sentir,
como depois reproduzem diálogos que tiveram com outros enquanto estão a pensar.
E há algumas partes com dois diálogos interiores ao mesmo tempo.
Já tive oportunidade de dizer isto à Margarida – este livro
é muito mais do que um livro sobre alguém que tem um problema de alcoolismo.
Deixem-me fazer um parêntesis – eu sempre entendi que os
programas de 12 passos como programas de vida e não como apenas programas de
recuperação de pessoas com dependências. Nesse sentido, gosto particularmente
da forma como a Margarida gere isto, porque a ajuda é para quem quer, não é
para quem precisa. É sobre sentimentos que todos podemos experimentar, um livro
de solidão, mas também é um livro de amor e de dedicação. E também é um livro
sobre algo de que todos devemos ter cuidado – é a questão de alguém que depende
que outro que dependa de si.
Estas três personagens suscitam reacções em nós, enquanto
fazemos a leitura – as personagens têm imensa intensidade. A Alda é muito mais
do que uma alcoólica – é uma mulher na solidão. O que dá muita força ao livro é
a raiva e a impotência da Luísa em não conseguir ajudá-la a querer recuperar.
Mas a relação da Alda com o álcool é a de quem quer morrer – o não querer
ajuda, o ser capaz de destruir a sua própria identidade, e atentar contra a sua
própria dignidade a partir do momento em que é completamente impotente em
relação ao álcool. É uma mulher real – tem um problema de solidão que é
transversal à sua vida e serve-se do álcool para fazer uma fuga para a frente.
Dizer isto não é dizer que este alcoolismo, ou qualquer outro, tem uma causa – não
há causas para estas coisas, há factores que podem contribuir mais ou menos
para elas. Pessoas com histórias muito semelhantes podem conduzi-las a fins
muito diferentes.
Queria dizer-vos que vale a pena ler, vale a pena deixar-se
sentir, e sobretudo vale a pena perceber que a Margarida é alguém que sabe
pintar a vida. Só por isso, qualquer livro que lance é para ser lido, pois às
vezes andamos a fugir da vida real. A vida também é isto. E se nós soubermos
ler estas coisas com a proximidade suficiente para termos capacidade de
entender e compreender quem está à nossa volta, e com a distância suficiente
para não submergir e não nos deprimirmos com isso, estamos a fazer um bom uso
da própria leitura.
Cada livro seu é um momento de gratidão para todos nós.
Intervenção de
Margarida Fonseca Santos
Eu acredito que é importante partilhar o conhecimento do
sofrimento, das portas que se abrem e das portas que se fecham. Às vezes somos
nós que fechamos as portas, outras vezes é a vida que as fecha e nós não
conseguimos voltar a abri-las.
Eu escrevo sobre coisas que conheço, que de alguma forma
estão dentro do meu mundo. Eu queria contar a história de uma mulher que
desiste, que se serve do álcool para desistir; e a de alguém que está ao lado a
tentar resgatá-la. Na década de oitenta este era um papel muito solitário,
agora já não é tanto – queria contar a história de alguém que sofre com, numa relação de
co-dependência, alguém para quem é tão evidente onde é a porta e que esbarra
com a outra pessoa que não consegue, nem quer, passar por essa porta. Isto de
ajudar tem muito que se lhe diga, como referiu a Margarida Cordo – só pode ser
ajudado quem quer ser ajudado, é esta a realidade. É disto que fala o livro.
Posso explicar-vos um pouco como foi construída a história.
No início, agarrei nos 12 passos e reescrevi-os (à minha maneira). Pensei
escrever esses 12 passos, dados pela Alda e pela Luísa, em sentido contrário –
uma a recuperar, a outra a perder a sua liberdade e caindo na frustração.
Contudo, rapidamente me apercebi de que isso também não seria real. A partir de
certo momento, estes dois percursos inversos deveriam chocar – quem estava a
caminhar para se recuperar volta para trás, quem está a perder a sua própria
liberdade tenta recuperá-la.
A partir do romance “De Nome, Esperança”, como a Margarida
Cordo disse, foquei-me na escrita na 1ª pessoa. Acho que não há nada melhor do
que a narração na 1ª pessoa para pôr as pessoas a falar do seu próprio
sofrimento, do amor, dos sonhos, das expectativas, dos avanços e recuos na
vida.
As três personagens têm registos muito diferentes. Isto de
escrever tem de facto muito mais suor do que inspiração. O momento de rever as
partes de cada uma delas foi feito a escopro e martelo, para ter a certeza de
que cada uma é coerente, tanto na forma da escrita como na forma de pensar.
Estamos sempre a falar do mesmo assunto, mas estamos a vê-lo de três formas
diferentes. E, como a Margarida Cordo disse, este assunto é muito maior do que
o alcoolismo.
Foi um livro que me deu muito prazer escrever, mas também
muito sofrimento. Escrever “dentro” de cada uma das personagens implica também
sentir com elas. Não sei se é uma vantagem ou uma desvantagem, esta minha tendência
de ver/escrever como as pessoas estão a sentir. Mas é algo que me fascina – observar
como as pessoas se comportam no dia-a-dia em relação às coisas que lhes acontecem,
em relação aos outros. Este caminho usado ao escrever “Deixa-me Entrar na Tua
Vida” é exactamente isso: visitar o lado de dentro das pessoas e encontrar a
saudade, a esperança, o desistir, o pensar “quando é que isto acaba?”. Os avanços
e recuos de pessoas como todos nós.
Espero que gostem…!
Deixa-me Entrar na Tua Vida
O porquê deste livro (posfácio)
Este porquê está subjacente
a quase toda a ficção que escrevo para adultos – porque sentir e conhecer os
silêncios que preenchem de vazio muitas vidas me impele a escrever. Escrevo os
silêncios.
Os silêncios das pessoas
presas na sua realidade, sem conseguirem ver como a realidade dos outros as
pode ajudar; os silêncios das que, presas nas realidades dos outros, se
esquecem de olhar para a sua realidade; os silêncios das que, recusando a
realidade que lhes pode trazer uma saída, permanecem numa irrealidade (cómoda
porque conhecida) que as impede de construir uma felicidade diferente.
O alcoolismo é um dos
silêncios mais aceites, ignorados e comuns nas vidas de muitas famílias. Não só
o alcoolismo do alcoólico, como também o dos que o rodeiam, embriagados por uma
sucessão de repetições que modificam e guiam as suas vidas, e o dos que, exteriores
ao assunto, não conseguem imaginar o que verdadeiramente se passa. E também o
alcoolismo que se instala para preencher um vazio que não parece ter solução.
Todos rodeados de silêncios.
Este livro pretende apenas
acompanhar os que estão presos ou estiveram
no alcoolismo, vivem perto do problema e se sentem sozinhos, ou desejam
ajudar e entender. Se isso acontecer, terei cumprido a minha missão.
Margarida Fonseca Santos
Deixa-me Entrar na tua Vida - novo romance
Aqui está a capa do novo livro, já em franca distribuição por todo o país!!!
Deixa-me Entrar na tua Vida - Clube do Autor
O lançamento será a 18 de Outubro, na Bertrand do Chiado às 18h30. A apresentação será feita por Margarida Cordo, que, depois de me ter acompanhado falando de "De Nome, Esperança", se tornou uma grande amiga.
Sinopse: Duas mulheres vivem separadas por uma parede, mas unidas pelo sentimento de perda, pelos laços familiares e por um hall comum. Não vivem - tentam viver. E é nesse tentativa que entram, saem, violam e sossegam a vida uma da outra.
Luísa não quer perder alguém que se destrói, dia após dia. Na obsessão das tentativas de resgate, pouco fica dos dias que entretanto passam. Alda atravessa a vida envolta numa perda da qual não se consegue libertar, que não quer perder, talvez. Sente que os seus dias acabaram, ficaram perdidos no passado.
Duarte acompanha-as, de fora mas querendo entrar, observando sem poder agir, espartilhado, também ele, naquilo que pode vir a perder.
Esta é a história de três pessoas, três formas diferente de lidar com a vida, três respostas - uma história de avanços e retrocessos, esperanças e desilusões, onde se entrevê uma vida tingida pelo álcool. No fundo, é uma história de pessoas como todos nós.
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