Uma semana incrível!!!

Vem aí outra semana incrível!
Eu explico:

quarta dia 2 - apresentarei o livro "Na Margem do Teu Segredo", de Julieta Ferreira no seu lançamento, na Buchholz às 18h30
quinta dia 3 - conversa acerca dos meus dois livros de canções no Clube Literário do Porto, às 19h30
sexta dia 4 - lançamento do livro "Uma Questão de Azul-Escuro", em Famalicão
sábado dia 5 - lançamento dos dois primeiros livros da colecção Fábulas a 3 mãos, com Maria Teresa Maia Gonzalez e Rita Vilela, na Babel, Rua António Augusto Aguiar, às 11h

Apareçam, vai valer a pena!

3 de Novembro, Porto

Clube Literário do Porto

No dia 3 de Novembro, pelas 21h30, estarei no Clube Literário do Porto a falar sobre as canções que escrevi para crianças.
Vamos falar dos dois livros: História de Cantar e O Segredo da Floresta.

Querem vir?
Espreitem aqui...





Agenda de Novembro


Novembro
2 - apresentação do livro de Julieta Ferreira "Na Margem do teu Segredo", Buchholz, 18h30
3 - Clube Literário do Porto - conversa sobre os livros de canções (Histórias de Cantar e O Segredo da Floresta)
4 - Lançamento "Uma Questão de Azul-Escuro" em Famalicão, 18h
5 - Lançamento "Fábulas a 3 Mãos", na Babel, com M Teresa Maia Gonzalez e Rita Vilela, 11h30
8 - Bibliotecas de Carnaxide e Algés
11  - Início de formação em escrita criativa no CFMBM
9 e 23 - formação na escola António Arroio (escrita criativa)
10 - Escrita Criativa na EB23 de Mora
12 - Curso de Escrita Criativa na Bertrand do Chiado (todo o dia)
15 a 17 - Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira (formação e encontro com alunos e público em geral)
18 - Biblioteca Municipal de Valença
25 - Escolas de Ovar
26 - "À Conversa com..." na Feira do Livro de Maiorca (Fig da Foz)
30 - Escrita Criativa na Esc Sec Pedro Alexandrino

Ao Domingo com...

Ao Domingo com...

Esta semana foi comigo - falei dos meus livros, aqueles que me modificaram.

Podem ir por aqui...




Apresentação de "Uma Questão de Azul-Escuro"


Aqui vos deixo a apresentação que a minha querida amiga Mª Teresa Maia Gonzalez fez do livro: «UMA QUESTÃO DE AZUL-ESCURO» - Obrigada, Teresa!

Sendo a cor do céu (daquele que é visível aos olhos humanos), o azul deste livro de Margarida Fonseca Santos nada tem de celestial… É, como o próprio título expressa, um «azul-escuro», porque carregado de dor (da mais pesada, pelo facto de ser oculta, não partilhada); é a cor da angústia (do grito abafado no mais fundo da alma); é a cor do medo.
«UMA QUESTÃO DE AZUL-ESCURO» é um título feliz para um livro que fala da infelicidade que resulta da humilhação, da agressão imprevisível e covarde, enfim, da violência contra um ser indefeso.
«UMA QUESTÃO DE AZUL-ESCURO» é, pois, uma questão séria, que a Autora levanta, muito oportunamente, ao leitor de todas as idades, a cada um de nós.
As agressões de que as crianças e os adolescentes são alvo são, provavelmente, tão antigas como a história desta humanidade a que pertencemos, tão cheia de desumanidades e outros paradoxos.
Atualmente, através dos meios de comunicação social, chegam-nos, dia após dia, notícias profundamente inquietantes, vindas de todas as partes deste «planeta azul» que habitamos e cujas tonalidades de azul são, quase sempre e apenas, consequência da predominância de água: a água dos mares e oceanos, dos rios e lagos e… das lágrimas de adultos, jovens e crianças como o Luís, o menino que encontramos neste livro.
A história do Luís que dá vida às páginas deste livro é, em certa medida, a história de todos os que já fomos desrespeitados, assaltados, maltratados, humilhados - num parque, jardim ou rua da cidade; numa estação ferroviária, no recreio de uma escola…
O Luís a que Margarida Fonseca Santos deu alma é uma voz à procura de quem a oiça, mas, por ser uma «voz silenciosa», só um coração atento e sensível poderá escutá-la. Aqui, entra o papel do adulto, neste caso concreto, a professora do Luís, que se aproxima, se interessa e compreende a urgência de agir, não já para reparar os danos causados, mas para que não se repitam.
Na verdade, a professora do Luís é o modelo que, certamente, todos gostaríamos de ver seguir por parte de todos os que são especialmente responsáveis pelo acompanhamento e a educação das crianças e dos jovens. Numa primeira fase da sua atuação, ela aproxima-se e, com delicadeza, procura inteirar-se da razão do desconforto visível no seu aluno. Depois, toma a atitude inteligente de partilhar com o menino um caso acontecido com ela, para o deixar mais à vontade e para lhe fazer sentir que a sua dor não lhe é alheia, não lhe é, de todo, estranha. Em seguida, toma a decisão responsável de fazer tudo o que está ao seu alcance para proteger aquele e os outros alunos que estão ao seu cuidado, envolvendo, também, outros parceiros com responsabilidades na formação e proteção de menores. E fá-lo sem perder tempo, porque bem sabe como, a cada dia que passa, a dor dos maus tratos vai criando raízes mais fundas no íntimo de cada vítima, com consequências imprevisíveis e sempre graves.
Não é, portanto, de estranhar que esta professora me tenha feito lembrar a personagem bíblica do «Bom Samaritano», aquele que, de facto, sabe que amar o próximo é, em primeiro lugar, «fazer-se próximo», aproximar-se! É recusar ficar indiferente, num comodismo que destrói qualquer hipótese de progresso ou solução; num egoísmo que não mata, mas deixa morrer!
Ao ler este livro tão importante, não pude, igualmente, deixar de pensar em tantas crianças cuja voz ainda ninguém ouviu… Algumas dessas crianças têm já 30, 40, 50, 60 anos… E vivem escondidas bem no fundo da alma desses adultos que não encontraram força nem apoio para se libertarem da sua dor passada mas presente. Na realidade, nunca se aproximou delas um adulto atento, sensível e responsável, como a professora do Luís. Na realidade, ninguém se deu ao trabalho de sondar as suas almas dominadas pelo medo e pela ansiedade; ninguém se dispôs a observar as «nódoas negras» e a sombra que se esconde nos olhos de quem passa discretamente, muito discretamente, por esta vida, com medo até de respirar.

A escrita de Margarida Fonseca Santos é, desde o primeiro livro, pautada por um profundo sentido de humanidade. A sua sensibilidade – reconhecida já por muitos leitores, críticos e «colegas de ofício» – fá-la estar desperta para tudo o que vai minando a vida humana, vocacionada, afinal, para a felicidade. Por esta razão, nas linhas dos seus livros, encontramos, frequentemente, gritos de alerta (ainda que, muitas vezes, camuflados) e pistas para resolver problemas concretos que afligem tanto os mais novos como os mais velhos. É, pois, natural que o seu trabalho tenha já dado muitos frutos.
Por isso aqui estou para, pessoalmente e de viva voz, vos recomendar hoje a leitura deste «UMA QUESTÃO DE AZUL-ESCURO», que me tocou profundamente.
As ilustrações de Sandra Serra – de tão expressivas – concorrem também, notavelmente, para sublinhar as emoções e os sentimentos que nele fervilham.
Permitam que vos convide a lê-lo e a divulgá-lo, juntos dos mais velhos e dos mais novos! Verão que esse gesto também dará os seus frutos! (Há muito que acredito que a semente que foi lançada tem sempre mais hipóteses do que aquela que ninguém semeou…)

Termino, felicitando vivamente a Margarida Fonseca Santos por ter escrito este livro.
Parabéns, também, à Ilustradora!
Felicito, ainda, a Gailivro, que o publicou.
Sinto-me honrada pela oportunidade de o apresentar.
Bem hajas, Margarida, por teres tido a generosidade do mo dedicares! Acredita que o levo no coração, para onde for.

Maria Teresa Maia Gonzalez

Ainda a Esperança

Ontem, naquela conversa tão cheia de partilha, de emoções e de olhares onde falámos sobre De Nome, Esperança, apareceu esta ideia, que nunca me tinha ocorrido:
Os textos da Esperança teriam sido escritos por uma mulher, Esperança de seu nome, com quem eu me teria cruzado.
Na verdade, é tudo ficção.
Estes contos, textos da Esperança foram sendo escritos por mim ao longo dos anos, ficando sempre sem poiso, como se não se encaixassem em nenhuma colectânea, talvez esperando por este romance.
Se é verdade que fui ao Lorvão, que decidi que iria contar uma história sobre a loucura, que o meu avô morreu no Telhal, que a minha família é assim (coesa e cúmplice), tudo o resto é produto do sentir e do imaginar.
Ainda estou a digerir esta ideia, confesso.  Maravilhei-me.



Conversa com Margarida Cordo

Acabo de chegar da conversa com Margarida Cordo acerca do meu livro "De Nome, Esperança"
Preciso de partilhar convosco o momento mágico que ali se viveu. Num ambiente quase familiar, ouvimos as palavras da Margarida C., fluidas, interessantes, cheias de histórias e repletas de uma leitura profunda e carinhosa da Esperança. Levou-nos, através da sua visão profissional da doença mental, mas também pelo seu sentir da escrita.
Agradeço a todos os que estiveram connosco - este é um dia que guardarei para sempre no espaço reservado aos acontecimentos que nos fazem pensar que a vida tem um enorme sentido.

Conversa de Elefantes...

Esta é uma conversa de elefantes...
Esta é uma conversa entre mim e o Richard Câmara...
Esta é uma conversa séria e divertida...

Quer conhecer melhor o livro?
Podemos dizer-lhe que este livro começou ao contrário, pois o Richard entregou-me imagens que eu deveria ordenar para contar uma história - assim fiz.
Depois, o Richard refez as ilustrações e chegámos a este produto final... do qual gostamos muito!

Venha daí, conversar com elefantes!

(pode ver o percurso que o Richard fez para chegar a este resultado final aqui)

Fábulas a 3 mãos!


bulas a 3 mãos é um projecto que achamos muito importante.
Porquê?
Porque queremos que, através destas fábulas/metáforas, se adquiram novos olhares sobre a vida e os desafios que ela nos traz.

Quem o escreve?
Margarida Fonseca Santos, Maria Teresa Maia Gonzalez e Rita Vilela

Editora Pi, Babel

Memória de Elefante e outras fábulas de perder e ganhar 
(os direitos deste livro revertem para a Associação Acreditar)
O tubarão vegetariano e outras fábulas de perder e ganhar

Absolvidos - e a sentença transitou em julgado!

22 de Julho de 2011 
Depois de uma hora de leitura da sentença, pudemos respirar fundo. A Justiça fez-se e fez História.
Não resisto a deixar aqui o artigo que Iva Delgado escreveu. É um texto lindo, sensível e que mostra como nos acompanhou e nos apoiou.
Obrigada, Iva...
Link para o Público
Leiam também as mensagens extraordinárias que surgiram no Grupo que nos apoiou sempre - obrigada a todos! Link

10 de Outubro de 2011
A sentença transitou em julgado,  este processo chegou ao fim - contudo, ficará para a história esta sentença e tudo o que ela fez pelo direito à expressão, à criação, à opinião.
Aqui ficam alguns comentários:

Rui Vieira Nery
A Justiça portuguesa às vezes envergonha-nos. Pela lentidão generalizada dos processos, pela incompetência e pela impreparação manifestas de alguns magistrados, pelo conservadorismo atávico de algumas sentenças, pela cedência frequente à pressão mediática mais primária. Outras vezes orgulha-nos, como neste caso em que a sentença do Caso "A Filha Rebelde" constitui um precedente jurídico muito impo...rtante para a consolidação do Estado de Direito democrático. Afirmações como "...o procedimento criminal não poderá pretender travar, fechar ou esvaziar o debate sobre uma questão com evidente relevância histórica", ou "... a crítica pública deve ser um direito e não um risco" e a consagração do princípio do "direito à História" - tudo isto são marcos de uma jurisprudência em consonância com os valores fundamentais da Democracia. Foi por isto que lutaram as vítimas de Silva Pais e do regime que ele serviu. Fez-se Justiça.

Valdemar Cruz (um dos jornalistas que escreveu o livro "A Filha Rebelde", que adaptei para teatro)
Expresso - link

Espaço Autor, Bertrand Chiado 18 Out, 18h30

Sintam-se todos convidados...
e sintam-se todos convidados a falar connosco - será uma conversa em torno da loucura, do estigma, da escrita...

Cata Livros

O Cata Livros tem lá dentro...
... pois, um livro meu!
"Chamem-lhes nomes", com ilustrações de Afonso Cruz, para brincar com os nomes (os nossos queridos substantivos!) - recomendado pelo PNL


E, na mesma colecção, existe "O Domínio do Dominó e outra histórias"


CantaStórias - O Segredo da Floresta



Querem ouvir um bocadinho? Aqui está...
É já no próximo sábado, não se distraiam!!!

Dia 8 de Outubro
Sessões às 10h30 e 11h45

Cine Theatro Gymnásio, Espaço Chiado

Texto, música e letras - Margarida Fonseca Santos
Orquestração e direcção musical - Francisco Cardoso
Músicos - Carlos Garcia, Paulo Carvalho, Filipe Valentim e Nina Repas

Produção Genius y Meios

(bilhetes nos CTT, no teatro e na tickletline)