histórias em 77 palavras

Histórias em 77 palavras

Este cantinho da PAIS & Filhos começou na revista e salta agora para a plataforma digital. Será dedicado a micro-histórias, pois terão sempre e apenas 77 palavras. Loucura? Não, pura diversão. 

A magia das histórias curtas prende-se sobretudo com o equilíbrio entre aquilo que se quer contar e aquilo que se permite ao leitor adivinhar em cada frase. Há anos que lanço este desafio nos meus cursos de escrita, seja com crianças, jovens, adultos ou professores. E é sempre com um enorme sorriso que lemos os resultados. Passamos uns bons minutos, de língua de fora como quando temos de recortar uma figurinha complicada, a contornar as palavras dispensáveis, a esconder segredos, a descobrir como se pode dizer tanto… escrevendo tão pouco!

Porquê 77? A resposta é bastante simples: o número é, em si, divertido, aqui não escondi nenhum segredo, prometo.Vá, toca a pegar num lápis (dispensa-se a borracha, é riscando que se avança) e construir uma história de 77 palavras. Atenção: nem 76, nem 78 – 77!!!
Atenção escolas, queremos as vossas histórias!!!
Enviar para 77palavras@gmail.com .

Aceita o desafio? Excelente!
Um pormenor... Não se escreve a contar palavras! Se for por esse caminho, a sua criatividade vai estar ocupada com um assunto que nada tem que ver com o que se pretende.
Então…?
Então é assim:
Precisa de uma ideia – uma frase que nos toca, um cão que espera no semáforo para atravessar, , um sonho. Se não encontrar, junte então duas palavras muito distintas, como mandava fazer Rodari, um gigante da escrita criativa – água e candeeiro; livro e empada… já percebeu, certo?

Só precisamos de pensar que o texto não pode ter uma página, nem meia. O resultado final irá ser muito mais pequeno. Contudo, o importante é escrever a primeira versão sem preocupações. Só depois começamos a cortar…
Dói um bocadinho, é verdade, mas também é verdade que há palavras que repetimos sem necessidade: fazemos frases enormes com imensos “e” ou “e depois”; enchemos os nossos textos de “seus” e “suas”, de “eles” e “elas”, quando já se sabe de quem se fala; há muitas palavras que se podem eliminar! É um exercício de depuração da linguagem.
O resultado final é surpreendente. Conseguimos aproximar-nos mais da essência do texto, daquilo que é verdadeiramente importante contar, aproximamo-nos mais da prosa poética ou da humorística, aproximamo-nos mais do ritmo do texto. E fica tão equilibrado!
Depois é simples. Envie-nos o texto (estamos a falar para todos, pais e filhos!). Haverá aqui um cantinho para uma história escrita por um leitor.

9 comentários:

Benjamim Pereira disse...

Parabéns . Um blog (ue) muito bem idealizado. Gosto de a ouvir na Rádio Sim . Bom dia , cumprimentos . BP

Margarida Fonseca Santos disse...

Muito obrigada, Benjamim. Junte-se a nós, é divertido. Um grande abraço

diogo- falardo disse...

em que é que se baseio para escrever o livro chocolate a chuva

Margarida Fonseca Santos disse...

Baseei-me nas múltiplas conversas sobre o assunto e no estudo que fiz. É um assunto muito complexo e que deve ser visto de forma ampla, considerando o agressor uma provável vítima também.

Anónimo disse...

Olá, hoje estive na apresentação do livro Bicicleta á chuva na escola de Válega fui a última menina a pedir um autografo do livro enquanto dava a entrevista ...
Cheguei a casa e comecei a ler o livro e achei espetacular ...
Por acaso não a conhecia mas se gostar deste livro prometo que irei ler mais livros seus , parecem interessantes só de ver a capa ..
Bjs...

Inês Pereira 12 anos

Margarida Fonseca Santos disse...

Que bom, obrigada, Inês!
Depois dá-me notícias.
Boa leitura, um grande beijinho

Bernardo Lucas disse...

Linda de olho azul, estava escondida num canto.
Tinha sido maltratada ao pontapé, tendo as feridas bem visíveis na cabeça e corpo.
Foi descoberta por uma criança, que passeava com a avó ali à beira-mar.
O barco abandonado foi o refugio da Mimi.
Carlota estava a comer um queque e as maminhas do bolo caíram; ao ir apanhá-las lá estava a Mimi a comê-las.
Foi amor à primeira vista. A gatinha agora vive na casa da Carlota.
De: Guilhermina Gonçalves

Bernardo Lucas disse...

Meu nome é Lurdes.
Tenho um filho cujo nome é Luís e outro Filipe
Um é médico e o outro é engenheiro. Bem cedo corremos como loucos em redor do nosso condomínio. É simples. Queremos correr sem sermos vistos.
Depois seguimos pelo leito do rio, no bote bem juntinhos.
O Filipe como médico é o primeiro que desce. O Luís tem o percurso um pouco comprido. O meu é bem melhor. Estudo os movimentos do rio bote.dentro do
De:Guilhermina Gonçalves

Margarida Fonseca Santos disse...

Por favor, Guilhermina, envie para 77palavras@gmail.com e junte a idade e a cidade, pode ser?
Um grande beijinho
Margarida