Dia Mundial da Poesia

Fiquei a ouvir o coração à espera de um tu
que era a imagem de ti que eu queria que fosses.
Esperei pelo sossego para esconder o frio
que só tu podias aquecer e que demoravas a acender.
Vi-te chegar diferente com brilho no lugar da distância,
com calor no lugar do tempo,
comigo enlaçada por dentro.
Entraste nas minhas memórias
transformando o que era meu em teu,
o que era verdade em diferente.
Encheste os meus dias sem pedir nada
até pedires um fim,
um fim que eu sempre adivinhei que fosse.

in, De Nome, Esperança

4 comentários:

Tomás disse...

Margarida escreve poesia! Que giro! Nunca tinha lido poemas teus...
Beijinhos

Margarida Fonseca Santos disse...

mais ou menos... já leste...
este excerto é da Esperança, mas conheces as canções todas (:
sim, eu sei, é diferente.
beijos grandes

Tomás disse...

Sim, eu sei, já o tinha lido na Esperança.
Ainda não acabei, mas até agora...
Além da história ser fantástica, mostra uma outra faceta da tua escrita. Uma escrita mais artística, mais interessante pela linguagem.
Está muito interessante!

Margarida Fonseca Santos disse...

Tomás, tens consciência de que esta tua opinião significa muito para mim? Fico tão contente por estares a gostar assim. Obrigada...
Um grande beijinho