De Cor e Salteado - 4 de Outubro

A Genius y Meios agradece a vossa melhor atenção e divulgação do Cantastórias – De Cor e Salteado que, após as férias de Verão, regressa a Lisboa!
Vai ser no sábado, dia 4 de Outubro, às 16h00, no Cine-Theatro Gymnásio, na Rua de Misericórdia, 14, 2.º andar.
Texto, letras e música minhas, orquestrações e direcção musical de Francisco Cardoso, produção de Genius y Meios. Os músicos são Carlos Garcia, Nina Repas, Paulo Carvalho, Filipe Valentim e Alexandra Bernardo.
Bilhetes à venda nos CTT, na TicketLine, e no teatro

Boletim LPCDR

Aqui fica a entrevista para o boletim da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas, edição de Setembro de 2014
(clicando nas imagens, podem vê-las maiores)



Guardar na tela

O balcão foi limpo mais uma vez pelas mãos de Jacinta. O pai, atento, estranhou os movimentos desnecessários e a falta de atenção aos clientes.
– Tira duas cervejas, rapariga, já tas pedi há bocado.
Gonçalo procurava, nas calças sujas de tinta pastel, o dinheiro para pagar, distraído dos outros. Quando levantou os olhos, soube que José o observava, de sobrolho carregado. Confirmou como a sua presença inquietava a rapariga. Despediu-se de todos, depois de guardar o troco. Saiu. Já na rua, olhou para trás. Jacinta, de pano esquecido na mão, disfarçou um sobressalto.
– Quem é aquele, Zé?
– Um artista, veio para aí morar no monte de cima. Anda sempre sujo.
– Pinta, já se vê – comentou António, limpando dos lábios o bagaço com as costas da mão. – Casado?
– Esta gente não se casa, homem!
– Mas então não vive lá mais ninguém?
– Parece que não. Também, homem, o cheiro a tinta deve espantar a caça.
Riram-se, desligados já do artista.
Jacinta lavava agora os copos. Não tivera tempo para sentir o odor da tinta. Adivinhara-lhe, isso sim, o tabaco preso aos dedos, aos cabelos, ao hálito. Corou. Um copo caiu no chão da taberna.
– Não está com a cabeça no sítio – disse António a José, apontando para Jacinta com o queixo. – Anda mouro na costa?
– Que eu saiba, não – respondeu o pai, atirando à filha um olhar capaz de apagar fantasias. – É catraia, sabe como é.
Gonçalo agarrou numa nova tela. Precisava de registar o que reencontrara no rosto de Jacinta. Na mesa, acumulavam-se garrafas que não pretendia consumir. Não eram mais do que justificações. “Uma miúda”, pensou.
A tela recebeu o início de um romance, escrito em pinceladas largas. A realidade avançou para o final desejado, pintando-se em cenas repetidas. A união só chegou quando José entendeu o artista. Não fora o cheiro da tinta, o rapaz era perfeito.

Fragmentos Complexos de Pessoas Simples
Do livro de contos "Fragmentos" - Margarida Fonseca Santos


Desta Vez

Olhou-se de relance no espelho, para confirmar a ansiedade e o cabelo em desalinho. Não adiantava tentar domá-lo com os dedos. Sempre fora uma tarefa impossível. Respirou fundo, ajeitou a blusa. Apertava-lhe não só o corpo roliço como o coração. Entrou.
Henrique já a esperava. O mesmo ar apático de sempre. Isso irritou Teresa. Cumprimentou a advogada com um sorriso forçado e sentou-se. Já na cabeça de Henrique, tudo se passava de forma bem diferente. Relembrava a conversa que ditara o fim de tudo. Poderia ter discordado, mas isso iria eternizar um casamento disfuncional. Também poderia ter confessado que a segurança da rotina o deixava sereno, mas talvez a mulher nunca lho perdoasse. A essa ideia, Teresa somaria queixas de falta de atenção, vício de jogos de computador e ambição profissional inexistente.
Os papéis foram assinados à velocidade das pressas. A da advogada, que chegara atrasada e precisava de fazer a leitura de testamento a uma família abastada. A de Henrique, que detestava aquelas burocracias destruidoras de anos de vida em comum, como se de um contrato de venda se tratasse. E a de Teresa, que sonhava com uma página nova na sua vida diária, onde pudesse recomeçar tudo.
Acabaram com apertos de mão e olhares distantes. Saíram em direcções opostas. Pelo menos, assim pensavam.
– Que me dizes disto? – perguntou a alma penada, perseguindo-os desde o primeiro beijo. – Pareceu-me fácil demais.
– És capaz de ter razão – concordou o diabo, torcendo o nariz ao desfecho. – Alguma sugestão?
– Apetecia-me juntá-los de novo, para sofrerem ainda um pouco. O Henrique, nem se apercebe do bem que lhe irá fazer a separação. Nunca entendeu como sofreu nas mãos daquela idiota.
– Tento na língua – corrigiu o diabo, faiscando a condizer. – A Teresa pode ser feia, desmazelada e sonhadora, mas de idiota nada tem.
A alma penada assentiu com um suspiro. Retirava o idiota. Contudo, o tempo urgia. Eles caminhavam a passos largos para mundos diferentes.
– Se me permites a sugestão...
– Claro, claro – apressou-se a alma penada a incitar, já que as ideias lhe fugiam.
– Estás a ver aquele carro de assaltantes? Os do banco?
– Mas para esses não tínhamos previsto serem apanhados pela bófia?
– Mudamos de plano. Repara...
Um telefonema surpreendeu Henrique. Por andar devagar, não se afastara tanto como Teresa da porta da conservatória. Atendeu e olhou para o relógio. Hesitou uma desculpa esfarrapada e inverteu a rota. O pagamento em falta seria depositado já de seguida. Fora um esquecimento horrendo.
O diabo e a alma penada riam-se do passo, agora apressado. Teresa, passando pela agência bancária, vacilou e acabou por entrar. As contas separadas tinham-lhe facilitado a vida e, naquele instante, podia contar com tudo o que amealhara só para si. Não mais voltaria a salvar Henrique de embaraços por falta de liquidez.
Teresa não viu que o agora ex-marido entrara minutos depois. A fila era grande, pois o dia do descasamento coincidira com o do pagamento das pensões. Também não viu, por distracção, entrar a pandilha que, sem hesitar um segundo que fosse, desatou aos tiros por todo o lado.
Quis o diabo, pois a alma penada nesses casos pouco podia adiantar, que a confusão desse azo a fugas de clientes, tiros certeiros e confusões desmedidas. Quis igualmente o diabo que, depois de horas e horas de negociação com um chefe da polícia, se instalasse o desespero dos assaltantes e a execução de reféns. O polícia negociador nada tinha em comum com as séries de televisão americanas. Teresa e Henrique jaziam entre as vítimas.
Só quando os dois ex-casados chegaram ao outro mundo, a alma penada pôde então fazer o gosto ao dedo. Juntou-os num patamar límbico: a sua especialidade. Deixou-os a braços com a coexistência. Ali estavam, numa casa pronta a assombrar, pronta a estrear. Fora um dos planos de morada do casal, quando ainda o eram.
Ninguém sabe como acaba esta história. Sabe-se apenas que, a três nuvens de distância, um anjo resgatador de almas em sofrimento terá de escolher um para levar para o paraíso. Mas a escolha não é fácil. Henrique, com aquela apatia e falta de ambição, pouco fez para o merecer. Teresa, por seu lado, há muito que precisava de ter levado uns berros.

Neste impasse, o diabo quis trocar as voltas ao anjo. A alma penada encarnou, pois chegara a sua hora. Por fim, o diabo desinteressou-se da história, pois o anjo era demasiado competente. Pode ser que a coisa corra bem... desta vez.

Fragmentos Simples de Pessoas Complexas
Do livro de contos "Fragmentos" - Margarida Fonseca Santos

Pós-Graduação LIVRO INFANTIL

Aí está de novo a Pós Graduação em Livro Infantil, na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.

Vai funcionar de novo em b-learning, pois a experiência do ano passado foi excelente.

Saibam mais aqui.

O Baile (Fragmentos)

Afastou-se da confusão, do barulho, da cerimónia obrigatória, do sorriso forçado. Já fizera o prometido. Estivera até mais tempo do que pensara e cumprira todas as imposições sociais conhecidas. Bastava. Só o tempo lhe parecera familiar, mas depressa se esquecera disso. Agora, o tempo era seu.
Entrou na carruagem, ajeitando o vestido império com um cuidado justificado pelo preço do aluguer. Regressava a casa. Fora o serão mais longo de que tinha memória. Queria repousar, finalmente.
Agradeceu ao cocheiro a sua cumplicidade naquele disfarce, tão longínquo da sua vida rotineira de marketing, e apressou-se escada acima. Queria evitar encontros com vizinhos no elevador. Não iria suportar mais conversas!
A chave queixou-se, ao dar as quatro voltas. Tacteou no escuro a parede, procurando o interruptor. Não o encontrou. Sem demora, agarrou no telemóvel, pedindo-lhe a luz de que precisava.
Só então percebeu: nunca o encontraria… Os olhos, habituando-se por fim à semi-escuridão, compreenderam a mudança. Matilde entrava num dos quartos do palácio de onde fugira havia minutos. Não era verdade. Fugira das pessoas, não do palácio, e isso fazia um estranho sentido como remate daquele dia.
Fechou a porta atrás de si, não estranhando o ruído arcaico a substituir o da sua porta. Uma vela, sem ajuda de ninguém, iluminou-se. Matilde sorriu. Pareceu-lhe correcto, no meio de tanto cansaço e incoerência. Deixou-se cair no canapé. Ocupava o lugar do sofá moderno. Encolheu os ombros, vencida.
O baile, com trajes à época, desorientara-lhe as promessas de um fim-de-semana tranquilo. Não pudera recusar o convite. Afinal, Maria era a sua única prima. Os seus desejos sempre haviam sido verdadeiras ordens para Matilde. Mas agora…
Esperou, sem saber o quê. Sentiu apenas que devia esperar. Passados alguns segundos, sentiu uma presença, na parte livre do canapé. Não se admirou.
– Aqui estamos – disse Álvaro, sem malícia.
– Era inevitável, parece-me – comentou Matilde.
– Tens razão.
– Levaste tempo…
A mão fria e etérea de Álvaro agarrou a de Matilde, acariciando-a com mais de um século de atraso.
– Pensei que não acreditavas em vidas passadas – brincou Álvaro, atacado de seguida por um acesso daquela tosse que o levara, num tempo recuado. – O que fazemos?
– Recomeçamos – respondeu Matilde, sentindo bem dentro de si a certeza. – Neste tempo, podemos.
Álvaro sorriu-lhe, desaparecendo de seguida.
Matilde agitou-se. Já estava de novo no seu apartamento, com a luz do tecto acesa, sentada no sofá onde a roupa império destoava. Ao levantar-se, ouviu um toque muito leve na porta.

Abriu. Reconheceu-o. Álvaro trocara a roupa antiga por uma descontraída, de domingo tranquilo. Trocara também de nome, para um Pedro mais moderno. E, mesmo tendo apenas trocado as palavras que significavam os seus nomes actuais, abraçaram-se para continuar o que ficara por fazer num tempo desaparecido.

Fragmentos Complexos de Pessoas Simples
Do livro de contos "Fragmentos" - Margarida Fonseca Santos

Desengane-se (Fragmentos)

 Os gestos eram mecânicos, inconscientes, impossíveis de parar. Parecidos com um tique de infância, repisado, censurado sem efeito, mas certamente nunca pensado. A mão ia e vinha, tendo como destino a caixa de velocidades. Como num carro de corrida, num constante movimento ritmado. Ali andava aquela mão, ora suspensa no ar, à espera da ordem de um co-piloto inexistente, ora num trajecto em nada parecido com um rali, mergulhando novamente na manete, sem a accionar, apenas para a acariciar, como que a tomar balanço para ficar suspensa de novo no ar.
Os olhos iam até ao espelho retrovisor, não em busca de um olhar retribuído, mas apenas porque o hábito os mandava nessa consulta, tempos a tempos. A cegueira da repetição impedia-os de tomarem consciência do tráfego atrás de nós, ou da mercadoria no banco de trás, eu, como me dissera ao entrar.
A distância a separar o seu tronco do volante era igual à incapacidade de aceitar as opiniões de outros. A sua voz era o eco de uma verdade absoluta, desde a política à gestão das obras públicas, do custo das refeições à pouca clientela, da crítica aos polícias à defesa do trabalhador de poucos recursos.
Diverti-me a encher os minutos de convivência forçada. Atirei assuntos para o ar. Agarrou-os com a mesma destreza com que alcançava a caixa de velocidades, ou me olhava no espelho. Fiquei a saber verdades acerca de tudo, as mais verdadeiras, as únicas.
No momento do embate, o susto toldou-me a observação por breves instantes. Vi-o sair com dificuldade. A posição avariara-lhe as ancas. Deu a volta ao carro para ver os estragos que o janota do carro de trás, agarrado ao telemóvel, lhe fizera no pára-choques.
Deixei-me ficar. Percebi como o mundo estava contra mim naquele dia. O comboio não era para mim naquele horário. A calma era para os outros naquele momento. Quando me ajeitei no banco, para tentar aliviar a imobilidade, ele surgiu. Feroz, do lado de fora da minha porta, gritava:
– Eu sabia! Eu sabia! É perguntas parvas. É a estudar-me os movimentos. É a olhar-me para o volante...! Eu sabia! Vá! Fuja lá sem pagar, fuja! Vá! Julga que eu ando nisto há meia dúzia de dias, é? Julga? Pois desengane-se, ouviu? Desengane-se, que a polícia trata já do seu caso e do deste janota, ai trata, trata!
Olhei para o janota. Encontrava-se tão espantado quanto eu. O taxista, furioso e atento, mantinha um olho no janota, outro em mim, o passageiro que iria fugir sem pagar. Sim, o passageiro combinado com o compincha do carro de trás. Tudo combinado para lhe fazer a vida num inferno. Ele percebera a marosca, gritava. Qual marosca?, ainda perguntámos. Uma pergunta sem resposta, já que os gritos se sucediam sem interrupção. Juntavam-se várias pessoas na rua, olhando os marginais (eu e o janota).
A teoria era simples. O janota vinha por trás, batia ao de leve, de modo a não amachucar o seu lindo carrinho, e eu pisgava-me no meu destino, sem pagar, porque ele há gente para tudo. Não adiantou explicar o absurdo desta teoria. Sendo assm, porque não viria eu no carro do janota, Santo Deus?! Qual carapuça, se nos julgávamos mais espertos que ele, estávamos muito enganados...
A polícia chegou, já que a rua estava empanada à custa da gracinha. O janota era um tipo com argumentos, cheio de estilo. Livre, andava à solta na rua. Eu permanecia trancado dentro do táxi. O homem contava a história com muitos pormenores, muitos mais do que seria aconselhável para comover o primeiro polícia. O janota ia comentando e dando uma notita ao segundo polícia. O trânsito escoava devagar, por ser tão difícil perceber o acontecido.
Vi o janota voltar ao carro e arrancar como se estivesse num rali. Vi o motorista ser afastado do carro com conversas calmas. Vi o polícia da notita a fazer-me sinais para desaparecer enquanto era tempo.
Assim fiz. Afinal o homem tinha razão: eu era daqueles que foge sem pagar. E estava combinado com o janota, já que me esperava na esquina. Levou-me ao comboio seguinte, à peripécia seguinte, à surpresa seguinte.
Os gestos, os gestos… A caixa de velocidade rangia com o excesso de utilização. O tronco, longíssimo do volante, mantinha à distância as minhas ideias. Os olhos apenas procuravam no espelho retrovisor o taxista enfurecido que, se nos visse, nos perseguiria até à morte.


Fragmentos Simples de Pessoas Complexas
Do livro de contos "Fragmentos" - Margarida Fonseca Santos

Não seria encontrado (Fragmentos)

"Considera esta carta o fim. Não tentes encontrar-me. O nosso mundo acabou, sabes disso. Seremos, a partir de hoje, memórias. Somos, desde aquele dia, apenas desconhecidos. Podes decidir esquecer as memórias. Espero que me entendas. Perdoa-me. Até sempre."
Benedita pousou o papel e procurou o lenço. As lágrimas não lhe facilitavam a tarefa, nem os pensamentos. Baralhavam-se memórias, dúvidas e remorsos. Obstinada, teve a certeza.
A chuva não a incomodou. Nem sequer lhe atrasou o andar decidido. Seguiu o trajecto conhecido. Enterrou os passos na areia quando a praia se mostrou como destino.
Diz, quem a viu de longe, que nunca parou. Caminhou para as vagas com a decisão de terminar o que já acabara. Nem o frio, nem o mar revolto a dissuadiram. O plano era para cumprir. E o corpo não iria ser encontrado.
A verdade chegou a António antes da carta. O mulherio em alvoroço, os homens em luta com a força do mar. Uma força decidida a cumprir os desejos de Benedita. Só a noite os fez desistir. António sabia que morrera o tempo de Benedita.
A sós com o silêncio da casa onde já não sabia morar, António leu a carta. Curta, seca, determinante. Pôde imaginar os passos dados de encontro ao fim. Reviu as conversas por começar, as mágoas mal escondidas, as promessas por cumprir. Entendeu as razões.
Entrou no pequeno quarto onde tudo expirara. Um berço por usar. A morte arrancara-lhes o filho antes de o conhecerem. Uma cadeira de baloiço imóvel. Histórias por ler ao sabor do balanço, canções por entoar. Uma cómoda incomodada pelo desuso, cheia de roupas sem dono. Uma roca esquecida.
Fechou a porta, abriu uma mochila. Levou consigo apenas a roca. Embalou as memórias. Voltaria a elas? Talvez não. Saiu na direcção contrária ao mar. Os olhos secos por nada mais poderem vencer.
Diz, quem o viu ao longe, que seguiu a estrada do deserto. Caminhou para o infinito, decidido a apagar o que sobrara. Nem a agrura do vento, nem o mar de dunas o dissuadiram. O plano cumprido. E o corpo não iria ser encontrado.

Fragmentos Complexos de Pessoas Simples
Do livro de contos "Fragmentos" - Margarida Fonseca Santos

Fragmentos

Fragmentos é um livro de contos.
Divididos em duas partes, 
Fragmentos Complexos de Pessoas Simples
Fragmentos Simples de Pessoas Complexas,
estes são contos de pessoas como nós, em momentos da vida em que, num pequeno fragmento, tudo muda, ou tudo se consolida. Uma visão do presente, escondido entre o passado e o futuro.

Este livro ganhou a Menção Honrosa no Prémio Literário Orlando Gonçalves, da Câmara Municipal da Amadora. Fiquei muito feliz com isso.

É difícil publicar contos em Portugal, muito difícil mesmo, mas gosto destes contos. Partilho-os convosco. Espero que gostem!

Índice
Fragmentos Complexos de Pessoas Simples. 2
Não seria encontrado - publicado 11 agosto 2014. 2
O baile - publicado 25 agosto 2014
Guardar na tela - publicado 15 setembro 2014. 4
Morreu de vez. 5
O baloiço. 7
As dunas. 8
Desmontou a cena. 9
O remendo. 10
Jasmim.. 11
Parti 12
Naquela tarde. 12

Fragmentos Simples de Pessoas Complexas. 14
Desengane-se - publicado 18 agosto 2014. 14
Desta vez - publicado 8 setembro 2014. 16
Um enredo - publicado 22 setembro 2014. 18
A lista de Belmiro. 19
Uma verdade instalada. 20
Gabi 22
Vestida de damasco. 24
O desfalque. 24
Não leve a mal 25
Ímpar 26
Livros. 27